quinta-feira, 22 de novembro de 2007

felicidade

se feliz queres fazer alguém,
diz-lhe hoje o teu querer;
manda-lhe,hoje,com amor;
um pouco do teu viver

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Actividade física é a melhor arma contra os malefícios da obesidade

Actividade física é a melhor arma contra os malefícios da obesidade
sexta-feira, 28 de Julho de 2006
Por: Ana Gerschenfeld
A obesidade infantil é um importante factor de risco de doenças cardiovasculares na idade adulta. Mas, mais do que a dieta ou a quantidade de gordura corporal, afirmam os autores de um estudo internacional publicado na edição de 22 de Julho da revista médica britânica “The Lancet”, é a forma física que condiciona a futura saúde das crianças. E a forma física passa, antes do mais, pela actividade física.

Lars Bo Andersen, da Faculdade de Ciências do Desporto de Oslo (Noruega) e os seus colegas – entre os quais Luís Bettencourt Sardinha, professor da Faculdade de Motricidade Humana de Lisboa – recrutaram para o estudo mais de 1700 rapazes e raparigas de 9 e 15 anos de idade (antes e depois da puberdade) em escolas da Estónia, Dinamarca e Portugal.

Estudos anteriores já tinham avaliado a actividade física de crianças, mas de forma subjectiva, através de perguntas aos participantes. Para mais, os estudos apenas consideravam separadamente os vários factores de risco. Neste estudo, os investigadores calcularam um factor de risco cardiovascular global para cada criança, baseado na pressão arterial, peso, perímetro da cintura, resistência à insulina e colesterol. E, paralelamente, mediram a actividade física dos participantes de forma objectiva – graças a pequenos dispositivos chamados acelerómetros que, durante quatro dias, as crianças transportaram, presos à anca.

Os cientistas constataram que o risco cardiovascular era tanto menor quanto maior fosse a actividade física. E isso verificava-se apesar de as crianças serem de países diferentes e das suas dietas diferentes. O achado mais surpreendente foi que tanto as crianças magras como as com excesso de peso viam o seu risco cardiovascular descer quando aumentavam a sua actividade física - mesmo que não baixassem de peso.

Uma hora e meia de actividade física por dia

Segundo fazem notar Ram Weiss e Itamar Raz, dois especialistas da Universidade Hebraica em Jerusalém (Israel), num comentário publicado na mesma edição da revista, estes resultados poderão ser de grande importância para as crianças obesas. “Aqueles que mais poderão vir a beneficiar do aumento de actividade física”, escrevem, “são provavelmente aqueles cuja forma física é inferior à partida”. Ou seja, o aumento de actividade física parece constituir a melhor arma preventiva contra os malefícios da obesidade – incluindo a diabetes e as doenças cardíacas. Mais ainda do que as restrições alimentares.

As recomendações internacionais actuais preconizam que as crianças façam uma hora diária de exercício físico de intensidade moderada. Mas os resultados do estudo sugerem que isso não é suficiente, salientam os seus autores, que recomendam que a norma passe a ser de uma hora e meia por dia.

“Para conseguir estes níveis de actividade em todas as crianças”, concluem por seu lado os comentadores israelitas, “a actividade física diária deve ser integrada no currículo escolar, com disciplinas atléticas tradicionais e actividades prazenteiras para todas as idades. A implementação deste tipo de intervenção nas escolas deve ser de alta prioridade, porque a actividade física representa uma medida essencial na prevenção de doenças e é susceptível de promover estilos de vida futuros benéficos”.

Diga-se que o resultado desta investigação não teria surpreendido o médico medieval Moisés Maimónides, que foi uma das figuras de maior relevo intelectual na Península Ibérica no século XII. "Independentemente do resto, a actividade física tem efeitos benéficos sobre o estado geral de sáude, tal como Maimónides descobriu há 800 anos", salientam ainda Weiss e Raz.

Maimónides escreveu que basta fazer muito exercício e não comer demais para permanecer de boa saúde, acrescentando que "quem ficar sentado confortavelmente e não fizer exercício [...] verá as suas forças diminuírem mesmo que coma os melhores alimentos e respeite princípios saudáveis noutras áreas da sua vida".

Estudo norte-americano diz que não faz mal ter uns quilos a mais

Cientistas avaliam consequências do excesso de peso
Estudo norte-americano diz que não faz mal ter uns quilos a mais
sexta-feira, 9 de Novembro de 2007
Por: Teresa Firmino
Quem tem excesso de peso poderá morrer menos de alguns cancros do que... as pessoas com peso normal. Mas isso não é sinal para avançar para a despensa. Aqueles quilinhos a mais que muita gente lhe diz que tem de perder, afinal pode até deixar-se ficar com eles. Até lhe podem ser benéficos, caso tenha infecções ou seja submetido a uma cirurgia, funcionando como uma reserva de recursos e fazendo com que acabe por viver mais tempo. Em linhas gerais, este pode ser o resumo de um estudo sobre a relação entre o peso corporal e as principais causas de morte nos Estados Unidos, mas que está a causar polémica.

A equipa de Katherine Flegal, dos Centros para o Controlo e Prevenção das Doenças dos Estados Unidos, lançou a confusão na última edição da revista “Journal of the American Medical Association” (JAMA), depois de ter analisado décadas de inquéritos sobre saúde e nutrição, à procura de uma associação entre as categorias de índice de massa corporal (IMC) e as várias causas de morte dos norte-americanos. Diz a equipa que, afinal, o excesso de peso não está associado a um aumento da mortalidade devido às principais causas de morte, à excepção da diabetes e doenças renais, para as quais esses valores aumentam ligeiramente.

Quem tenha um excesso de peso moderado poderá até morrer menos de alguns cancros do que as pessoas com peso normal, uma conclusão surpreendente. Quer dizer que, depois de tantos anos a ouvirmos falar dos riscos do peso excessivo, até podemos ser ligeiramente gordos que não faz assim tanto mal? Sim, podemos, segundo este estudo, que analisou os dados relativos a milhões de pessoas, coligidos desde os anos 70.

De facto, nos cancros não relacionados com a obesidade (pulmões, pele ou linfomas), nas doenças respiratórias, em situação de ferimentos e infecções em geral, as pessoas com excesso de peso (mas sem serem obesas) até parecem estar mais protegidas do que as têm um peso normal. Para as doenças cardíacas, o estudo não encontrou diferenças estatísticas entre as pessoas com peso excessivo e normal. Ter uns quilos a mais, conclui ainda o estudo, nem sequer aumenta muito o risco dos cancros relacionados com a própria dieta, nos quais se incluem o cancro do cólon, da mama, útero, pâncreas, esófago ou rins.

Como se explicam estes resultados, a equipa não sabe dizer ao certo. Mas tem algumas suposições: "O excesso de peso não está fortemente associado a um aumento do risco de cancro ou doenças cardiovasculares e pode mesmo ser correlacionado com uma melhoria da sobrevivência em condições adversas, como infecções ou procedimentos médicos. É provável que estes resultados se devam à presença de maiores reservas nutricionais ou de massa magra que acompanham o excesso de peso."

No entanto, a obesidade não é sinal de boa saúde, o que este estudo volta a confirmar. Os obesos morrem mais de doenças cardiovasculares, renais, de diabetes e vários tipos de cancro associados à obesidade.

Boas notícias para Portugal

Perante estes resultados, as reacções dividem-se. "É ridículo dizer que não existe um risco aumentado de mortalidade por excesso de peso", declarou Walter Willet, professor de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública de Harvard (EUA), citado pelo jornal britânico “The Independent”.

Outros consideram que as taxas de mortalidade não dizem tudo sobre os problemas causados pelo peso a mais e a obesidade, como JoAnn Manson, especialista em medicina preventiva do Hospital Brigham and Women"s de Boston. "A saúde vai muito para lá das taxas de mortalidade", disse a investigadora ao “The New York Times”, acrescentando que outros estudos estabelecem uma relação entre o excesso e peso, a obesidade e um grande número de doenças.

Também para Barry Popkin, da Universidade da Carolina do Norte, o estudo preocupa-se mais com as taxas de mortalidade do que com a qualidade de vida de quem se mantém com o peso controlado.

Pedro Teixeira, professor de Nutrição e especialista em obesidade da Faculdade de Motricidade Humana, de Lisboa, olha para o estudo com maior distanciamento, considerando que traz boas e más notícias. "As más notícias é que confirma o que já se sabia para os níveis mais avançados de obesidade. Aos esses níveis corresponde um risco de morte acrescido de quase todas as causas de mortalidade. Há uma relação clara."

"São boas notícias para a larga maioria de pessoas com excesso de peso, nomeadamente em Portugal, onde temos 40 por cento de adultos com peso excessivo. Nestas pessoas em risco de obesidade, mas que ainda não são obesas, o risco de mortalidade não está aumentado, com a excepção do risco associado à diabetes", diz o especialista, também secretário-geral da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade. Por estas razões, Pedro Teixeira considera que este estudo permite fazer algo muito importante: "Prevenir que esses 40 por cento de portugueses adultos venham a desenvolver obesidade, sem histerias nem alarmismos."

Enquanto os grandes obesos precisam de procurar tratamento e tomar medicação, os outros têm alternativas, refere ainda Pedro Teixeira: podem mudar para um estilo de vida que não os faça saltar para a obesidade, optando pela actividade física e uma alimentação equilibrada. "Mas é preciso que a sociedade crie condições para que isso seja fácil. É preciso ter à disposição da comunidade programas de prevenção que ensinem as pessoas a mudar de comportamento." Como? Os centros de saúde devem ter equipas multidisciplinares que respondam a este problema, a indústria alimentar deve elaborar rótulos claros e a de restauração deve indicar que refeições têm um conteúdo calórico elevado.

Se medidas como estas forem adoptadas, é provável que muitos daqueles com excesso de peso nunca venham a juntar-se aos dois a três por cento de portugueses adultos que já são gravemente obesos.



Não há um peso ideal para uma dada pessoa

O índice de massa corporal, ou IMC, é uma medida do peso de uma pessoa em relação com a sua altura. Obtém-se dividindo o peso em quilos pelo quadrado da altura em metros. Assim, alguém que tenha 1,7 metros de altura e 80 quilos tem um IMC de 27,68: o que corresponde ao peso em quilos (80) a dividir pelo quadrado da altura (1,7 x 1,7 = 2,89). Entre as quatro categorias do IMC, essa pessoa ficaria assim dentro da classe dos pré-obesos ou de quem tem excesso de peso.

Este índice não faz uma destrinça entre a massa gorda e a massa magra existente no corpo. "Mas é um bom indicador da massa gorda da população em geral", considera Pedro Teixeira, professor de Nutrição e especialista em obesidade da Faculdade de Motricidade Humana. "Não existe nenhuma forma de determinar um peso, um valor em quilogramas, como o mais ideal para uma dada pessoa. Há é um intervalo de peso", frisa Pedro Teixeira. "E há, entre os intervalos, uma variabilidade grande que as pessoas podem manobrar." Entre 18,5 e 25 de IMC é onde todos devemos estar, refere ainda.

Mas, mesmo acima disso, com um IMC entre os 25 e os 30, onde se situa um pré-obeso, há margem de manobra. "Embora uma pessoa com excesso de peso ainda tenha margem de manobra, está na fronteira, numa categoria que rapidamente pode chegar à obesidade." Mais facilmente um pré-obeso passa a obeso do que alguém com peso normal. Não tem tantos quilos para engordar até lá.

Senhor Livro

:: Senhor Livro
por Gonçalo Ferreira da Silva

Dedico ao senhor meu livro
eterno e sincero amor,
ele me ensina em silêncio
sem ar de superior;
por ser meu fraterno amigo
antes de dormir eu digo:
- Vou guardar meu professor.

Confidente verdadeiro,
companheiro e aliado,
portanto querido livro
eternamente obrigado,
pois fraternalmente mudo
o senhor me ensina tudo
humildemente calado.

Arquivo de intimidades,
canal de sabedoria,
farol de conhecimentos,
inspirador, mestre e guia
que mostra em poucos instantes
o que há dois minutos antes
o seu leitor não sabia.

Obrigado, senhor livro,
pelo seu grande valor;
só como mestre em carne e osso
não se chega a ser doutor;
mesmo depois de formados
nós somos sempre obrigados
a consultar o senhor.

Como Confúcio o senhor
faz bem sem olhar a quem
e sem esperar jamais
recompensa de ninguém;
o título, com mil louvores
de professor dos doutores
ao senhor cai muito bem.

domingo, 11 de novembro de 2007

Pólo Norte- A dança


Pólo Norte- A dança

Chegaste de passos apertados
Os olhos embargados cheios de medos teus
Pediste que te levasse a mágoa
E que te tocasse a alma olhando para os meus

Apertei-te contra ao peito, num abraço perfeito
A rua como companhia
Às vezes escura e fria
Pura realidade
Ninguém olha p'ra ti
Com olhos de gente
Ate mesmo indiferente
A quem és de verdade

Esquece o teu mundo lá fora
É hora de ir dançar

Esta noite dança só p'ra mim
Que esta dança nunca tenha fim

São asas que me dás
Levam alto p'ra longe
Esqueçe o teu mundo lá fora
É hora de ir dançar
Esta noite dança só p'ra mim
Que esta dança nunca tenha fim
São asas que me dás
Levam alto
Esta noite dança só p'ra mim
Que esta dança nunca tenha fim
São asas que me dás
Levam alto p'ra longe
até de mim
até de mim

sábado, 20 de outubro de 2007

Deep Purple - Child In Time


Sweet child in time you'll see the line
The line that's drawn between the good and the bad
See the blind man shooting at the world
Bullets flying taking toll
If you've been bad, Lord I bet you have
And you've been hit by flying lead
You'd better close your eyes and bow your head
And wait for the ricochet

Doce criança, em tempo você verá a linha
A linha que está desenhada (traçada) entre o bom e o ruim
Veja o homem cego atirando no mundo
Balas voando, tirando vidas
Se você tem sido má, Senhor, eu aposto que sim
E se você foi atingida por chumbo voador
É melhor você fechar seus olhos e abaixar a cabeça
e esperar pelo ricochete

terça-feira, 10 de julho de 2007

sonhos

Quando sonhamos, a nossa vida parece melhor.

quinta-feira, 21 de junho de 2007


imagem de verão
imagem de verão